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sexta-feira, 24 de junho de 2011

14 de junho 2011, oficina ceramista Francisco Brennand



Francisco Brennand
Um impressionante museu ao ar livre, impregnado de mistérios e simbologias, retrata a obra do ceramista e artista plástico pernambucano Francisco Brennand. São mais de duas mil peças. Quem visita pela primeira vez a Oficina Francisco Brennand, na Várzea do Capibaribe, cidade do Recife, em Pernambuco, espanta-se com a ostentação do local, que mais parece um antigo templo; e estranha as formas inusitadas e nada convencionais que o escultor emprega em suas obras. Mulheres disformes, objetos fálicos e figuras que remetem ao erotismo ou a seres mitológicos.
Um espaço que, ao mesmo tempo, é oficina e museu, onde, entre templos e jardins, o artista modela em barro símbolos e alegorias, colocados como painéis nas paredes ou como imagens em nichos.
Cercados por jardins encontram-se em exposição permanente murais painéis, esculturas, cerca de duas mil peças de grande e médio porte. A modelagem é primorosa, e, geralmente, os trabalhos são decorados com cores intensas. A queima é realizada em forno de alta temperatura (1.400° C), combustão a óleo, sempre com vitrificação. As massas usadas na confecção das peças são produzidas no próprio local com argilas de diversas procedências, como de regiões do  Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Estruturado sobre a tradição de uma família que produziu, durante gerações e gerações, a cerâmica e o que havia de melhor nela, nasceu o mundo de Francisco Brennand. Das ruínas da velha fábrica de telhas e tijolos que pertencia à família, Brennand criou, em 1971, o espaço que hoje é oficina, museu e importante pólo de aprendizagem do manuseio da cerâmica no Brasil.
Em dezembro de 2003, Brennand inaugurou o espaço “Accademia”. Trata-se de um pavilhão construído, especialmente, para expor desenhos, pinturas e peças cerâmicas de pequeno porte, tanto no solo quanto no mezanino. Na Accademia estão expostos mais de 2000 trabalhos feitos ao longo de quase 60 anos e é onde o artista se revela um grande colorista, um cultivador, um desenhista e pintor.
Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand nasceu em 11 de junho de 1927, no Recife, Pernambuco. Desde cedo, seu talento é revelado na escola. Em 1945, Ariano Suassuna, então um colega de classe, o convida para ilustrar os poemas que ele publicava no Jornal Literário do colégio, por ele organizado. Após completar os estudos colegiais, Brennand teve o incentivo da família para cursar a Faculdade de Direito e suceder o pai na direção dos negócios da família. Desistiu, no entanto, e dedicou-se à carreira artística, certamente influenciado pelo convívio que tinha com os artistas Abelardo da Hora e Álvaro Amorim, dentre outros.
Em 1947, recebeu o primeiro prêmio de pintura do Salão de Arte do Museu de Pernambuco, com o quadro de uma paisagem inspirada no Engenho São João. Em 1958, inaugura o mural do Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife; e, entre 1961 e 1962, realiza uma das obras mais significativas da sua carreira: Batalha dos Guararapes, para uma agência do Banco da Lavoura de Minas Gerais, no Recife. O painel trata da expulsão dos holandeses do Brasil.

































































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