O Município de Barreirinhas esta a 253 km da Capital São Luís, situa-se no Oeste Maranhense e fica à margem direita do Rio Preguiças.
No censo de 2010 (IBGE), a população de Barreirinhas foi de 53.746 habitantes.
A principal via de acesso era através do Rio Preguiças, por barcos à vela, que passavam vários dias para chegar à capital do estado do Maranhão.
Na década de 70, a cidade experimenta o primeiro surto de mudanças sociais, provocadas, principalmente, pela descoberta do potencial petrolífero e gás do bloco de Barreirinhas.
Na década de 1990 surge um novo surto de crescimento através da ampla divulgação das belezas naturais da região, a exemplo do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Caburé, Atins e Mandacaru. Diversos empreendimentos turísticos de pequeno e médio porte se instalaram na cidade. Barreirinhas pacata esta se trnsformando rapidamente em pólo turístico de renome internacional. O crescimento acelerado do turismo, por vez descoordenado, esta trazendo desafios que se somam à tantos outros antigos, como por xemplo uma infra estrutura sanitária, profissionais qualificados no mais amplo espectro e qualidade de serviços. Quanto aos preços praticados pelos hoteis e pousados, bem como dos serviços disponíveis aos turistas, há um enorme descolamento da realidade de outros plos turísticos brasileiros, quer pela segurança (barcos e veículos mal mantidos, e transportados como carga), falta de estrutua de apoio e pela qualidade dos serviços ofertados.
Contam os mais antigos moradores que o nome de Barreirinhas, teve sua origem devido às paredes de barro (argila) que existem às margens do Rio Preguiças, às vezes ladeadas por dunas de areia e que foram denominadas, popularmente, de “barreirinhas”, termo que já era utilizado na região no fim do século XVII, bem antes da criação do município.
Barreirinhas tem se destacado na produção artesanal que utiliza principalmente a fibra de buriti como matéria-prima, possuindo na área do Município abundância da palmeira do buriti. A fibra é obtida do broto do buriti (palha nova) de maneira rudimentar, passando por um processo de extração que obedece a uma periodicidade, a partir de um manejo natural desenvolvido pelos próprios artesãos, o que garante a sobrevivência da palmeira da qual foi extraída o olho.
De posse do broto do buriti inicia-se a retirada do linho com a abertura dos folíolos da folha. Com o auxílio de uma pequena faca, o artesão executa uma leve incisão na superfície do folíolo, possibilitando a retirada de uma fina película que vai sendo puxada uma a uma e depositada no chão, em punhados. O processo se repete por toda a extensão da folha até que esta fina pele seja retirada de todos os folíolos.
Em água fervente, por aproximadamente quinze minutos, o artesão realiza o cozimento da fibra extraída. Se houver necessidade de tingimento, substitui-se a água por tinta, preferencialmente a natural obtida a partir de cascas de árvores, folhas, frutos e flores da flora local.
Só então, após todas essas etapas é que o linho estará pronto para ser utilizado pelos artesãos com a aplicação de diversas técnicas de tecelagem como o macramê, crochê, batimento, carreira e entrelaçamento, dentre outras.
Como somos fã das Toyotas Bandeirantes, em Barrerinhas existe mais de 2.000 rodando no município. também registramos algumas delas
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